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domingo, 31 de maio de 2009

Treinamentos BWF - Nota Importante!

Como já informado, havia uma previsão para início do curso à partir do dia 1°, mas por fatores diversos, como explicado no último BWF Combate, esta data será adiada, sem previsões.

Mande seu e-mail para igor@bwf.com.br com o plano que deseja aderir e assim que as datas foram confirmadas todos serão avisados.

Planos:

1- Treino de duas vezes por semana, estando livre para ir de segunda e quarta, segunda e sexta ou quarta e sexta, com o custo de R$40,00 (quarenta reais).

2- Treino de três vezes por semana, segunda, quarta e sexta, tendo o sábado livre para repor caso falte em algum destes dias, com o custo de R$50,00 (cinquenta reais)

3- Treino aos sábados, com horário previsto para 9 às 10:30, custo de R$20,00 (vinte reais)

Lembrando que a idade mínima é de 13 anos de idade, sem excessões, e só temos um centro de treinamento em São Paulo, Capital, na zona leste.

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Telecatch - Programa nº 7

Nesta edição, mais três combates inéditos do Supercatch! E não perca no dia 12 de Junho a primeira gravação em estúdio do BWF: Telecatch em São Paulo! Saiba mais no site oficial da BWF (clique aqui).

Confira!

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segunda-feira, 25 de maio de 2009

Telecatch - Programa nº 6

Nesta edição, três combates ainda inéditos na Internet, gravados neste mês na cidade de Mongaguá (SP)

Confira!

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domingo, 24 de maio de 2009

Novidade no treinamento da BWF!

Devido á grande demanda de pedidos, foi decidido pela equipe abrir um horário apenas aos sábados, com uma hora e meia de duração apenas.

Apesar de não ser uma situação aconselhavel, devido ao pouco treinamento que será realizado, iniciaremos para que todos possam participar.

O custo será de R$20,00 (vinte reais), e pedimos à quem for aderir à este plano enviar uma hipótese de qual seria o melhor horário para que façamos uma média que adeque-se à todos.

Quanto à idade mínima, sinto em informar mas apenas maiores de 13 anos, sem excessões.

Enviem os e-mails para igor@bwf.com.br com o nome, idade e plano a aderir, dentro de o que já foi estipulado, para que possamos planejar os dias e horários de treinamento.

Lembrando que os treinadores serão Bob Jr, Dom Afonso, John e Igor, variando de acordo com os dias e horários.

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quinta-feira, 21 de maio de 2009

Treine luta livre na BWF

A BWF conseguiu um espaço para treinamento dos profissionais e disponibilizará curso de luta livre para iniciantes, na zona leste da capital paulista.

As aulas serão de segunda, quarta e sexta, das 15 às 16:30 e das 19:30 às 21, e aos sábados em horário ainda a definir.

Fique atento ao Portal, BWF Combate e à nossa comunidade no orkut para saber mais detalhes conforme forem divulgados. A previsão é de que os treinos se iniciem à partir do dia 1º de junho.

Inicialmente foram idealizados dois planos para treinamento de iniciantes:

Treino de duas vezes por semana, estando livre para ir de segunda e quarta, segunda e sexta ou quarta e sexta, com o custo de R$40,00 (quarenta reais).

Ou

Treino de três vezes por semana, segunda, quarta e sexta, tendo o sábado livre para repor caso falte em algum destes dias, com o custo de R$50,00 (cinquenta reais).

A idade mínima para o treinamento é de 13 anos, sujeito à mudanças conforme avaliação dos profissionais responsáveis pelo treinamento. Aberto para homens e mulheres.

O centro de treinamento localiza-se na Avenida Montemagno, na esquina com a Avenida Vereador Abel Ferreira, na Vila Formosa, zona leste de São Paulo.

Os interessandos devem por favor enviar um e-mail para igor@bwf.com.br com nome, idade, qual tipo de plano irá adquirir e qual horário pretende frequentar as aulas, além de quaisquer outras dúvidas.

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Sua Excelência, O Público

Sempre em meus artigos eu cito o estrondoso sucesso da Luta Livre no Brasil nas décadas de 60 e 70.
Para os mais novos que não chegaram a viver essa época, não conseguem ter uma noção do que foi esse período para a modalidade aqui no país. Não foi somente um programa de televisão com alguns lutadores, mas realmente um movimento que lotava ginásios, estádios, estúdios de TV para assistir aos combates.


O que vemos hoje nos EUA nos eventos promovidos pela WWE, por exemplo, era o que tínhamos aqui. Ingressos eram vendidos antecipadamente e esgotavam com a mesma velocidade com que eram disponibilizados.
Famílias inteiras se dirigiam aos eventos e torciam por seus lutadores preferidos.
Grandes nomes no exterior, principalmente artistas do El Titanes en El Ring, empresa argentina de luta livre, dirigida na época por Martín Karadagian, hoje mantida por sua filha Paulina Karadagian, vinham contratados para cá já trazendo seus nomes e fama internacional e acrescentando sua cultura na luta livre á nossa o que criou o estilo brasileiro de fazer luta livre.

Nosso cenário recebeu grandes lutadores argentinos, chilenos, uruguaios, panamenhos, dentre outros que abrilhantaram os espetáculos que moviam multidões.

Especificamente no sul do país, no Rio Grande do Sul, por iniciativa de um grande idealizador chamado Ary dos Santos, hoje com 82 anos, nascia o programa Ringuedoze, nascido da idéia do seu idealizador de promover um programa de telecatch transmitido ao vivo diretamente das instalações do Ginásio da Brigada Militar (como é chamada a Polícia Militar até os dias atuais no RS) para todo o Estado.
A apresentação das lutas era feita pelo jornalista Éldio Macedo sempre elegantemente trajando terno, gravata e um sapato lustradíssimo.

Devido a esse idealizador e ao competentíssimo empresário Moacir Dorneles (empresário do Ringuedoze) grandes nomes subiram nesse ringue. Nomes como Gran Caruso, Ali Bunani, El Toro, Scaramouche, El Cid, Stiner, El Condor, Bala de Prata, Leão do Líbano, Ringo, Búfalo Bill, Ted Boy Marino, Antoniello, Lothar, Bobby Olson, Ciclone, Romano, El Duende, Mister Argentina, Hinata, Homem Branco, Leal, Mongol, dentre outros.
Em sua grande maioria lutadores com prestigio internacional.

Os combates não ficavam também restritos a somente o que era visto na televisão nas noites de domingo, mas equipes percorriam todo o Estado com apresentações quase que diárias. Praças, ginásios, clubes sociais, até mesmo em circos, todo espaço era válido para que o público pudesse vibrar com seus ídolos e algozes.

Ao mesmo tempo, em outras partes do país como no Rio de Janeiro, crescia e ganhava destaque nacional o programa Telecatch Montilla, com a direção de Renato Pacote e do empresário Teti Alfonso, para onde muitos desses lutadores que passaram pelo Ringuedoze acabaram rumando com novos contratos.
Momento esse onde se concretizou o reconhecido mérito e lançou para a fama nacional lutadores como Ted Boy Marino, Tigre Paraguaio, Fantomas, Verdugo, Tony Videla, Rasputim, dentre outros.
O programa originalmente apresentado na TV Excelsior, passou a ser apresentado pela Globo em 1967, dois anos após foi transmitido pela TV Tupi saindo do ar em 1972.

O grande destaque nacional ficou por conta do italiano Mario Marino, mais conhecido por Ted Boy Marino, que se manteve na mídia por muitos anos após o termino do programa mediante contrato com a Globo para participações no programa Os Trapalhões. Ted estrelou também o filme Dois na Lona onde interpretava um lutador (de mesmo nome) em início de carreira, mas já vencendo seu primeiro campeonato de telecatch...

Ao final da década de 70 e na década de 80 outras companhias de luta livre ainda mantiveram programas locais e alguns nacionais, como os conhecidos Astros do Ringue e Gigantes do Ringue.

Como citei, não foi um ou outro programa de luta livre que fez com que fossemos nessa época respeitados mundialmente, mas gerou-se um movimento. O público brasileiro passou a olhar para outro esporte que não fosse futebol.

Nesse ponto do meu artigo de hoje é que chego ao seu título.
O que ocasionou esse gigantesco movimento da luta livre brasileira nessa época?
O que alavancou novos lutadores e fez com que os já famosos e reconhecidos tivessem seus nomes e legado imortalizados?
A resposta é simples, O Público.

Não existe espetáculo sem público. Ele é feito para o público, e sem ele não existe nada. Por mais técnica que possam apresentar os lutadores, por melhor que seja o aparato técnico na promoção do evento, por melhores e mais tecnológicos que sejam os recursos para gravação e edição de um programa, nada funciona sem o público.
O público é quem tem o poder de fazer a luta livre voltar a ter seu espaço na mídia, o reconhecimento mundial, o reconhecimento dos atletas que treinam exaustivamente para apresentar combates cada vez melhores. Tem o poder de fazer todo o investimento e tempo dedicados a um ideal ter seus resultados.

Por que esse artigo de hoje? Simples.
Por mais de 20 anos a luta livre ficou estacionada no Brasil.
Enquanto os americanos, mexicanos, argentinos, japoneses mantiveram a cultura do espetáculo de luta livre, aqui no nosso país ela foi literalmente marginalizada e ridicularizada. Destruíram com a imagem da luta livre. Ridicularizaram nossos ídolos do passado, verdadeiros mestres da modalidade que foram deixados largados aos seus passados. Seu conhecimento acumulado de nada vale, pois estão velhos, são vistos como velhos.
A luta livre passou a ser vista como “marmelada”, “luta de mentirinha”.

Ao invés de irmos a um ginásio para assistir a um show de luta livre, e muitas vezes ainda poder contribuir com uma instituição de caridade com 1kg de alimento, preferimos pagar R$ 40,00 para assistir uma luta de Vale Tudo, para ao invés de ver a beleza das técnicas, da plástica e da atmosfera de espetáculo e diversão da luta livre, preferirmos ver gladiadores ensangüentados, no fim de suas forças engalfinhados em um Octágono.
Não desmereço com isso o esporte, valorosos lutadores que surgiram no wrestling fizeram fama no Pride e MMA, como Dan “The Best” Severn, mas sim defendo o fato de o público ter abandonado a luta livre para outros esportes.

Temos agora novamente a chance de sermos reconhecidos nacional e internacionalmente com uma federação forte, comprometida, com intenção e pés firmes no chão para levantar novamente o nome da luta livre brasileira.
A BWF vem aos poucos conquistando seu espaço até mesmo no cenário internacional.
Vem fazendo um trabalho sério, dedicado, calculado e pretensioso, sim e tem que ser pretensioso se o objetivo é crescer.

Mas com todo o esforço desses guerreiros que buscam mostrar o Brasil para o mundo depende do seu público.
É preciso que seu público rompa as barreiras da internet e compareça aos eventos, que apóie, divulgue, comente.
É preciso união, participação, pois nós que admiramos a luta livre lá de fora, podemos sim até superar o que vemos lá, aqui na nossa casa mesmo, pois temos potencial para isso, temos o que mostrar.
As grandes federações americanas, por exemplo, não foram sempre grandes. Tudo tem um início, mas tendo público, a tendência é a melhoria constante e o crescimento.

Portanto, conforme anunciado recentemente no seu programa semanal, a BWF tem um novo evento que se aproxima, dia 5 de junho no Pólo Cultural em São Paulo. É hora de apoiar, de comparecer.
Nós como amantes da luta livre, temos a obrigação de ajudar a voltarmos ao topo, pois servindo como exemplo levaremos outros conosco, e assim aos poucos, mas num processo continuo, retomaremos o público necessário para não mais ficar somente apostando no sucesso da luta livre no Brasil, mas sabendo que demos nossa participação.

Importante: Os artigos aqui postados por mim representam a minha expressão e meus pensamentos, não tenho qualquer participação com a BWF ou com seus integrantes, simplesmente sonho em ver nossa luta livre novamente no topo.

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quarta-feira, 20 de maio de 2009

BWF & Chikara, uma parceria que promete?

Rumores agora confirmados na comunidade do Orkut da BWF, mostram que uma parceria está mesmo sendo firmada entre a BWF e a Chikara.
As parcerias em geral têm sempre dois aspectos que podem ser positivos ou negativos dependendo da forma que forem concretizadas.


Quando do início da luta livre no Brasil ainda na década de 60, o intercâmbio cultural foi muito proveitoso, pois grandes lutadores já renomados no exterior trouxeram sua arte para cá e aliado ao nosso estilo de fazer luta livre criamos á partir dali nossa cultura.

Hoje temos nossos veteranos, verdadeiros ídolos que moveram multidões no passado que estão aí pra ensinar os novos que chegam. Poderia citar muitos como Mister Argentina, Caboclo Selvagem, Toni Lima, Rando, Bob Leo, dentre outros vários que tem muito a ensinar e fazer com que a nossa luta livre volte a ter o status e respeito que tinha em suas épocas.

Nem sempre o que vem de fora é aproveitável.
No meu modesto ponto de vista, o que a Chikara apresenta hoje, por exemplo, são em sua maioria lutadores caricatos, tirando raras exceções, lutadores com pouca ou quase nenhuma técnica e muito cômicos.
Cômicos já temos aqui, e vários.

Abro o espaço no meu artigo de hoje para que nossos leitores e colaboradores exponham suas opiniões sobre essa parceria que está sendo firmada.
Deixo claro que apesar de ter meu receio quanto a essa parceria, não integro a BWF.
Tenho a minha posição quanto a parceria, mas sou assim como a grande maioria que frequenta o Portal, tenho somente a visão de expectador desse cenário atual e comento sobre ele.

A minha opinião pouco importa nesse caso, principalmente por eu nem saber até que ponto irá essa parceria, portanto todas as opiniões que serão deixadas aqui, servirão como um auxílio até mesmo à BWF sobre a visão dos seus seguidores, fãs e comentaristas do cenário da luta livre mundial.

Deixe a sua opinião. O espaço do meu artigo de hoje é todo seu.

BWF & Chikara, uma parceria que promete?

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terça-feira, 19 de maio de 2009

Telecatch - Programa nº 5

Como o Igor Lopes ainda não postou e eu encontrei no site da BWF, trago o Telecatch do último sábado, não sei bem o que aconteceu, pois, ainda vou assistir.


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segunda-feira, 18 de maio de 2009

História da Luta Livre - El Condor

Seguindo minha proposta de contar um pouco da história dos grandes lutadores do passado, contando com a ajuda de grandes amigos que direta ou indiretamente fazem parte da história da Luta Livre no Brasil, neste artigo de hoje levaremos ao conhecimento de todos a vida de El Condor, em texto á pedido redigido por sua própria filha Carla Martinez.
Para saber sobre esse grande lutador, clique em Leia Mais...


EL CONDOR (Juan Carlos Martinez 1928-1989)

El Condor e Bobby Olson

Nasceu em Buenos Aires no ano de 1928, em 1944 estreou nos ringues através do pugilismo.
Em 1946 passou a dedicar-se ao catch-as-catch-can, frequentando várias escolas argentinas de luta livre, como também a conceituada academia de Mr. Chile seu amigo pessoal.

No ano de 1960 após seu retorno de uma turnê de luta livre pela América latina, foi convidado por Martin Karadagian (dono dos Titanes en el Ring e o maior empresário de lutas de todos os tempos na América latina) a fazer parte de sua equipe “Titanes en el Ring”, o que era um enorme privilégio para todos os lutadores da época, pois apenas os melhores, os mais talentosos eram convidados a ingressar naquela equipe e muitos desses raros talentos fizeram parte dela como: Tigre Paraguaio, Mr. Argentina, Ted Boy Marino, Viking (argentino), Barba Roxa, Capanga, El Chasque, Mr. Chile, Ulisses, Bobby Olson, Franck Butcher, todos colegas e grandes amigos de longa data de meu pai.

Em 1962 começou a lutar no canal 9 Libertad de Buenos Aires, no ano seguinte participou do “Torneo Internacional de Catch” em Buenos Aires, as competições eram realizadas no Luna Park.

El Condor vs Scaramouche (Ringuedoze)

Em 1964 foi trazido pelo seu empresário para o Brasil, aqui foi contratado para lutar nas equipes Ringuedoze” (TV Gaúcha cana 12 RS), “Reis do Ringue” (TV Excelsior canal 9 SP,) Telecatch (canal 2 RJ). No período que permaneceu nessas equipes fez novos grandes amigos como El Duende (mexicano e um de seus padrinhos de casamento no ano de 1968, 1º casamento do “Ringue Doze”), Ringo, Jangada, El Cid, Antoniello, Búfalo Bill, Leal, Durango, Loco Perez, Ás de Ouro, Apolo Colombiano, Ciclone, Mamuth, Chaves, Bala de Prata, Leão do Líbano, Scaramouche, Fidelão, Stiner, Gino Durante, Giuliano, Jean Rabiu, enfim, foram tantos lutadores e pessoas ligadas ao meio e alguns de simples colegas passaram a ser enormes amigos e a fazerem parte de nossa família que mesmo sem querer estou sendo um pouco relapsa em não mencionar todos os nomes.
Após o término dessas equipes, com idas e vindas constantes de suas turnês pelo exterior, El Condor foi convidado por Gran Caruso (Juan Giammarino) e pelo Homem Montanha (José Anibal Saumell), ambos seus amigos pessoais, a fazer parte da equipe “Astros do Ringue”, lá se reencontrou com grandes amigos e colegas como Antoniello, El Toro, Ali Bunani, Romano, Cangaceiro, Índio Saltense, Moretto, Hércules, Cavernari, Gigante de Pedra... Como era de costume por onde El Condor passava, ele seguiu fazendo novas amizades como Pequeno Polegar, Django, Ted Nelson, Caboclo Selvagem... e mais tantos outros que não teria espaço para mencionar.

Em 1974 foi destaque na TV Paranaense, no Telecatch.
Aqui no Sul fez parte de várias equipes, sempre presente e procurando dar apoio para os amigos.
Teve verdadeira dedicação e um grande respeito pela luta livre e pelo pugilismo que eram sua paixão, foi um grande incentivador das gerações de lutadores que iam surgindo, nos ringues era um instrutor rígido, sempre querendo que seus alunos chegassem à perfeição, que dessem o máximo de si, fora dos ringues era uma pessoa maravilhosa, amigo, brincalhão, confidente, justo, enfim, era o Papito como o chamavam.

Certa vez em uma entrevista ao jornal “Folha da Tarde” no ano de 1981 ele disse o seguinte:

“É um esporte artístico que praticamente todas as pessoas levam dentro de si. Ajudamos as pessoas a largar o seu ódio para fora. O importante sobre o ringue, é que como na vida real, o sofrimento pareça autêntico, que por instante nenhum se detecte o fingimento, um acordo, uma simulação.
A justiça da vida se transfigura sobre o ringue e a platéia respira aliviada enquanto volta para seus lares”
(El Condor, Folha da Tarde/1981)

Transcrevi apenas alguns trechos da reportagem que na realidade foi o registro das palavras de um verdadeiro mestre da luta livre
Lamentável que muitos ditos “empresários” e “instrutores” tenham esquecido dessa pequena lição, mas que foi muito importante e manteve a luta livre viva por muitos anos.
El Condor foi instrutor de defesa pessoal e boxe das policias do estado Rio Grande Sul (BM, Polícia Civil, Federal) tendo trazido vários títulos de campeões para a equipe de boxe da UGAPOCI do qual era treinador.
Trabalhou na maioria dos filmes de Teixeirinha (seu grande amigo pessoal) e até hoje ainda é lembrado e mencionado por Vitor M Teixeira Filho (Vitinho) tanto nas homenagens feitas ao seu pai Teixeirinha através de imagens, livros e filmes escolhidos onde lá está o El Condor, como também nos programas do Galpão Crioulo, também atuou no filme “Um domingo de GreNal” com Paulo Sant'ana.
Sabedores que todos são, meu pai era altamente benemérito, realizou várias apresentações beneficentes, fato que me causa grande orgulho.

Juan Carlos Martinez fez do Rio Grande do Sul seu lar, onde constituiu família.
Esse é um pequeno resumo da vida de um grande homem de conduta ilibadíssima que deixou várias portas abertas para que sua família pudesse passar de cabeça erguida, era e ainda é querido, admirado e respeitado por todos aqueles que cruzaram seu caminho, amigo incontestável, ótimo esposo e mais que excelente pai, um enorme amigo!

Carla R Martinez

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sábado, 16 de maio de 2009

O Telecatch - História

Fantomas vs Furacão
O Telecatch chegou ao Brasil aproximadamente na década de 60. A expressão catch tem a origem na expressão catch-as-catch-can (uma das interpretações seria agarre se puder), quando passou a ser televisionado ganhou o acréscimo de Tele-Catch, ficando amplamente conhecido pela junção das palavras formando o que conhecemos hoje como Telecatch.
Em seu blog o ex-lutador Scaramouche descreve perfeitamente o que foi o Telecatch, e coloco hoje no meu artigo, com a prévia autorização do mesmo.
Para saber mais clique em Leia Mais...



As lutas de telecatch se diferenciavam das demais, por serem cênicas, e que dava a idéia de um vale-tudo, na realidade um show de capacidade física e técnica que envolvia grandes habilidades não só na área da performance, como também na parte criativa, onde a rapidez de pensamento eram importantes para criar situações de combate improvisadas, pois haviam poucas possibilidades de treinamento.

Os lutadores normalmente eram oriundos de outros tipos de lutas, como o Judô, Karatê, Jiu jitsu, Boxe, Luta Olímpica e outras. As lutas de telecatch eram consideradas tanto um esporte como também arte, cuja finalidade principal é o entretenimento, tão arrojado, que a maioria dos telespectadores e espectadores, a viam como uma luta autêntica. Quanto às percussões, eram reais só que com técnica para evitar maiores lesões, assim como também eram reais as remessas de lutadores para fora do ringue, e por isso também aconteciam os inevitáveis acidentes de percurso como qualquer outro esporte de luta. Normalmente as lutas eram arranjadas de forma que lutassem um lutador volante, contra um base, para que a torcida fosse dirigida em sua maioria, para o volante.

TERMOS TÉCNICOS EMPREGADOS

DRAP OU VOADORA: Percutir o peito ou rosto do adversário com ambos os pés.

TESOURA VOADORA: Trançar as duas pernas no pescoço do adversário.

CUTELADA: Aplicar pancada com o bordo inferior da mão espalmada.

CLINCHE: Engalvinhar-se com o adversário, nesta situação às vezes era possível confidenciar alguma técnica a seguir.

AUSTRALIANA: Quando lutavam dois lutadores contra outros dois.

DOUBLE NELSON: Agarrar o lutador por trás e por baixo dos braços, fazendo pressão na cervical com as mãos.

CHINESA: Estrangular por trás, juntamente com as pernas trançadas na altura do abdômen.

REGISTRAR: É demonstrar através de expressões faciais e corporais, que o ataque do adversário logrou êxito.

VOLANTE: Denominação dada ao lutador que faz o papel mais ágil, e que aplica tesouras voadoras e draps (o lutador do bem).

BASE: É o lutador que representava a maldade, é debochado e irrita o público, geralmente é mais pesado, mas existem muitos com bastante agilidade técnica.

MARCAÇÃO: Combinar alguns lances técnicos

FAZER UM H: Combinar alguma malandragem na luta

É bom lembrar que os telecatchs são lutas cênicas, ou demonstrativas, e não devem ser confundidas com as lutas de Vale-Tudo, MMA Pride dentre outras, as quais são lutas de competição.

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domingo, 10 de maio de 2009

Uma análise sobre a BWF e as comparações feitas

Vejo com perplexidade ainda muitas pessoas quererem comparar o cenário atual da luta livre brasileira com o que vemos hoje no exterior, com grandes organizações como WWE, TNA, ROH.
Não consigo na minha complexa ignorância ver comparação entre elas.

Pelo que percebo o programa apresentado semanalmente pela BWF, o Telecatch está tomando seus moldes. Ninguém, a não ser os seus idealizadores, podem saber o quão trabalhoso é pra fazer isso, organizar o evento, custo com filmagem, edição, colocar no ar, manter um programa toda a semana num canal.
Portanto, criticar é fácil.
Obviamente, como já disse várias vezes aqui e na Comunidade da BWF, não se pode comparar um trabalho que depois de anos de esquecimento aqui no Brasil, está aos poucos sendo retomado.
Acho louvável cada esforço por parte da BWF em resgatar a luta livre.
Isso não é nada fácil em parte alguma do mundo, muito mais no nosso país.
Tenho um filho que competiu algum tempo em Taekwondo. Muito fiz pra conseguir patrocínios pra ele poder disputar grandes campeonatos no exterior e nunca consegui. Isso que o Taekwondo é um esporte olímpico, mas todos querem ver grandes resultados para dar um patrocínio. Mas como conseguir esses grandes títulos sem patrocínio?

Agora imaginem criar essa estrutura que a BWF bravamente vem criando no país do nada, sem ajuda.
Estranhamente não vejo críticas sobre o que é feito pelos gringos. Parece que aquilo lá é uma maravilha, uma perfeição.
Não sou um nacionalista desvairado, nem muito menos um ativista anti-americanismo, só tenho por hábito valorizar primeiro o que é nosso, pra depois ver o que os outros estão fazendo.


Serve como exemplo pra mim o cidadão que tem seu carro popular 1.0, que conseguiu comprar em 48 parcelas, mas que é seu bem, o que ele pôde comprar e o que o leva ao trabalho, ao lazer, enfim é o que ele tem.
Mas esse mesmo cidadão só vê defeitos nos seu carro popular e sempre elogia o veículo de luxo do seu vizinho.
Isso para mim soa como frustração.
Mas se esse cidadão tiver o seu carro popular, der o valor que ele merece, pois foi o que pôde adquirir, mas mesmo assim tiver como objetivo chegar a ter um igual ao do vizinho, daí sim estamos falando em algo válido e salutar.

É exatamente isso que precisamos ter em mente quanto à luta livre brasileira.

Amigos, os americanos nem sonhavam em ter o destaque que tem hoje nas décadas de 60 e 70 e aqui no Brasil, nomes como Ted Boy Marino, Gran Caruso, Ali Bunani, El Chasque, Fantomas, já tinham essa repercussão que hoje eles têm lá aqui mesmo.
O que seria da Lucha Libre mexicana se eles também valorizassem mais o que os gringos fazem do que o que eles fazem?
De onde saiu Rey Mysterio? E o Místico?

Por favor, se querem criticar então critiquem os shows da WWE, da TNA, que movimentam muito dinheiro e patrocínios, mas não venham ridicularizar o que é nosso que bravamente vem alcançando seu espaço ao custo de muita determinação e batalha.
Críticas construtivas essas são sempre bem vindas, pois somente com elas é que se chega próximo a perfeição.

Falando em crítica construtiva, essa vai em tom de brincadeira para o grande lutador e amigo de meu pai Stiner o Renato Dias referente a sua mais recente última narração:
“Renato, afinal você vai chamar de Sonico, ou Sonic?”

Faço uma observação. Essa matéria nasceu de um comentário que li logo após assistir ao Telecatch aqui no Portal. Portanto, não serve para os milhares de apoiadores da luta livre nacional que temos aqui.

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Telecatch - Programa nº 4

Nesta edição uma amostra de uma gravação independente de 1998 do projeto da BWF com a luta Mumia vs Capoeiristas, narrada por Renato Dias e comentada por Bob Léo e Jorginho, seguida do Catchmania e uma pequena prévia de o que esta por vir nas semanas seguintes.

Confira!

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sexta-feira, 8 de maio de 2009

Comentando o filme The Wrestler


Já a um bom tempo procurava uma oportunidade para assistir ao filme The Wrestler, como todos sabem protagonizado pelo ator Mickey Rourke, que conta a vida de um lutador que já experimentou o sucesso, a fama e se vê já com uma certa idade sobre as costas e em meio a decadência da sua carreira.

Com grande expectativa buscava assistir ao filme do qual ouvi tanto falar, e que teve uma repercussão tão grande principalmente no meio da luta livre, o que acabou até mesmo gerando aqui no Sul, uma matéria por parte do maior jornal local sobre os lutadores que fizeram parte do Ringuedoze, que foi realmente um grande movimento nas décadas de 60 e 70.
Pois esse dia finalmente chegou, consegui assistir ao filme.
Senti-me na obrigação de comentar sobre o que vi e por esse motivo resolvi escrever essa matéria.

Geralmente como em toda produção norte americana, cria-se uma atmosfera de glamour onde tudo é belo, tudo é perfeito. Confesso que, como já havia lido a sinopse do filme tinha uma idéia do que encontraria, mas realmente o que assisti me surpreendeu.
O que todos assistimos nessa que hoje considero uma grande obra do cinema mundial, foi nada mais nada menos do que a realidade, fria, dura, e sem o menor embelezamento normal do cinema.
A vida de um wrestler, lutador de luta livre, artista ou como queiram chamar foi excelentemente retratado.
Ser ou tornar-se um wrestler, é viver uma doce ilusão. É viver momentos de fama, de glória em meio aos fãs da modalidade, e principalmente sob o ringue.
O que poucos sabem é que essa fama, sucesso e glamour é algo fictício, pois é real somente perante os holofotes, e sob o ringue.
Uma vida de wrestler é uma verdadeira epopéia em busca da sobrevivência. É abrir mão de se aprimorar profissionalmente para se dedicar a uma vida de sucesso imaginário, de fama imaginária, e de passar a imagem de que sua vida é o que todos sonham, com dinheiro, sucesso, realização e respeito.
A realidade da vida de um wrestler é muito mais cruel e dura do que parece.
Não existe beleza, glória, dinheiro, e principalmente garantia de uma velhice tranqüila financeiramente.
Vive-se uma vida de aparências.
Muita gente imagina que um wrestler é respeitado, temido, tem uma gorda conta bancária.....ledo engano.
Um wrestler nada mais é do que um artista, um ator. Naquele momento em que ele sobe ao ringue, não está subindo o homem que passa necessidades, que tem suas obrigações para cumprir assim como todos nós, que tem seus problemas pessoais e financeiros, no momento em que sobre ao ringue está subindo um personagem, um personagem sendo interpretado por esse homem igual a cada um de nós.

Todos nós sabemos, apesar de admirarmos a modalidade que aquilo não passa de uma luta cênica, uma interpretação, previamente treinada exaustivamente, com movimentos e reações combinadas.
Não estou subjugando o conhecimento de nenhum deles em alguma arte marcial ou em qualquer outra modalidade de luta. Conheço muitos que partiram de uma experiência com o boxe, karatê, judô dentre outras artes para a luta livre, porém no momento do show isso não conta, pois o que será feito lá em cima é wrestling.
Portando, onde quero chegar é no ponto de que os próprios wrestlers têm que ter a consciência de que aquilo é um tipo de teatro, um filme, pois o que colocar no seu coração que é um lutador real está também se enganando.
Imaginar que o fim da carreira de um wrestler é algo repleto de glamour também é um equívoco.
Um wrestler não se aposenta porque quer, mas sim porque seu corpo não suporta mais, sua vida não suporta mais.
Se fosse citar alguém que se realizou profissionalmente e talvez financeiramente na realidade brasileira, poderia citar somente um nome, Ted Boy Marino. Um caso em mil de alguém que devido à fama que construiu durante a época de ouro da luta livre no Brasil, partiu para uma contratação por parte de uma emissora de TV para um programa humorístico, o que garantiu a permanência seu nome na mídia, sua fama e reconhecimento pelo seu caráter, profissionalismo e técnica incomparável.
E o que aconteceu com os demais citando como exemplo nosso cenário nacional?
Quem não se profissionalizou em qualquer que seja a área, ou fez um concurso público, ou qualquer outra coisa para manter sua sobrevivência, se viu na mesma situação do personagem do filme.
A fama passa, o corpo reclama, e o público.......ah o público, esse o esquece.
Viver disso é contar os dias para a idade chegar e ver que o sonho acabou.

Não estou radicalizando, nem obscurecendo o espetáculo. Estou somente mostrando a realidade de um mundo de ilusão.
Não pense também que um artista das várias federações americanas, mexicanas, japonesas, por não ser brasileiro tem uma vida melhor do que os nossos.
O que se vê perante as câmeras é o momento do show, o instante em que as luzes estão acesas, o estádio ou ginásio lotado, o público vibrando. Mas quando o show acaba, as luzes se apagam e o público volta para suas casas, a vida real recomeça. O wrestler despe-se de sua fantasia de herói e volta a ser o cidadão tão comum quanto eu e você.
A cena mais triste que se pode presenciar é quando o tempo já passou, a idade chegou, aquele homem que sobe ao ringue não tem mais o fôlego, o pique e a resistência que tinha antes, seus saltos não são mais como eram antes, seu corpo apresenta já os traços da idade, mas ele permanece lá sob o ringue. Ele permanece porque quer? Muitas vezes não. Permanece porque precisa, porque não sabe fazer nada mais do que aquilo, e o pior, viveu aquilo sua vida inteira, e não prestou atenção que o tempo passou, e que só o que fez a sua vida inteira foi viver uma ilusão.
O backstage do mundo do wrestling é frio, não tem beleza, é sacrificado.
Mas mesmo nesse mundo adverso, existe amizade, amor pelo que se faz e muita determinação.
Quem um dia foi um lutador de luta livre, nunca mais esquece o som do tablado, o tato das cordas, a voz do público.

Quem é hoje um wrestler sente tudo isso, mas deve ter ciência de que não deve ver o seu hoje como sua única alternativa do seu amanhã, pois certamente será muito triste se imaginar que o sucesso de hoje será o reconhecimento de amanhã.
O dia de hoje deve ser vivido intensamente, mas sem esquecer de olhar para frente, sem esquecer de programar o seu futuro, sem esquecer que um dia a fama passa, e principalmente sem esquecer que um dia será esquecido, e acabará se desiludindo e descobrindo que essa desilusão tem o motivo de a vida toda ter se iludido.

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quarta-feira, 6 de maio de 2009

Dessa vez o plágio foi descarado na Blogosfera

Vemos aqui no nosso a muito tempo conceituado Portal da Luta Livre, alguns colunistas queixando-se dos "blogueiros" copiadores de matérias e reviews, mas esse extrapolou os limites da criatividade....

Navegando pelas comunidades que participo no Orkut, onde uma delas é a do Fantomas, achei ontem á noite algo muito interessante.
Alguém que se intitula lá por João, postou num tópico em que eu havia divulgado a matéria que coloquei no Portal sobre a comparação entre Fantomas e Verdugo, que havia feito uma matéria sobre a história do Fantomas, e que tinha entrevistado lutadores que conviveram com o primeiro Fantomas.
Fiquei curioso e acessei o link deixado pelo nosso amigo.
Qual foi meu espanto??
Além de copiar minha matéria sobre a história do personagem e dar os créditos a ele (até aí "normal", tantos fazem isso), nosso amigo plagiou o Portal. Isso mesmo.
Está usando o banner do Portal no "blog" dele.
Imediatamente comuniquei o fato ao Marcos.
É hilário até que ponto chegam certos admiradores sem caráter da luta livre.
Mas caso queiram, confiram os amigos mesmos:

Blog do nosso mais novo amigo: http://portaldalutalivrebrasileira.blogspot.com

Essa foi demais...

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domingo, 3 de maio de 2009

Telecatch - Programa nº 3

Apresentação de mais lutadores, mais discussão e apresentação oficial das novas regras da luta livre brasileira.

Confira!

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Fantomas x Verdugo

Conforme sugerido pelo amigo Igor Lopes, vamos fazer uma breve comparação entre o Fantomas e Verdugo.

Para saber mais clique em Leia Mais.





Fantomas possui a roupa toda negra, sem nenhum detalhe de outra cor na roupa. Uma mascara negra com a definição da face em branco. Entra ao ringue trajando uma grande capa de cetim negro.



Verdugo também trajava uma roupa negra, mas com o detalhe do rosto da caveira no peito. Sua máscara negra também apresentava na face um desenho de caveira. Adentrava ao ringue acompanhado do seu assistente Pé na Cova, que dizia estar vindo diretamente do cemitério de onde trouxe Verdugo.


Quanto a forma de lutar ambos tinham o mesmo estilo. Uma perna rija, braços estendidos com um incessante abrir e fechar das mãos na direção do seu adversário.
Geralmente interpretados por lutadores muito altos e fortes o que gerava um temor até mesmo na platéia.
Ambos imbatíveis e temidos nos ringues.

Os relatos da época contam que o Verdugo apareceu para combater o Fantomas, sendo um vilão a altura para combater o Justiceiro Mascarado Fantomas.
Inexplicavelmente Fantomas acabou tornando-se um mito, uma lenda dos ringues, enquanto o Verdugo quase caiu no esquecimento.

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sábado, 2 de maio de 2009

BWF divulga novas regras para seus combates

A BWF divulgou oficialmente as regras para seus combates simples de 1x1 no programa "Telecatch" que foi ao ar hoje pela TV Aberta. As regras foram criadas e revisadas pela equipe, e por lutadores de maior influência. Confira as regras e uma descrição detalhada clicando em "Leia mais..."

Usar objetos no ringue é proibido. Esta regra, assim como em muitas outras federações espalhadas ao redor do mundo, proíbe o uso de qualquer objeto estranho (cadeiras, correntes, mesas etc.) ao combate. Embora dentro do quadrilátero o uso desses objetos agora acarrete em desclassificação automática, essa regra não se aplica fora do ringue, onde o uso de objetos está liberado.

Limite para utilizar as cordas. Agora um lutador não pode usar as cordas para ter vantagem contra seu adversário de forma abusiva. Ao utilizar as cordas contra o adversário, o juiz aplicará uma falta ao infrator, caso este não pare de atacar o adversário após uma contagem até 7. Com três faltas, o lutador é desclassificado.

Invasões passíveis de punição. Caso um lutador seja auxiliado por outro lutador não-participante do combate, este será desclassificado. Porém, a regra só vale dentro do ringue.

Limite para retornar ao ringue. Um lutador que sai do ringue (por vontade própria, ou arremessado pelo adversário) tem que voltar antes do término da contagem até 10 feita pelo juiz. Caso seu oponente saia também do ringue enquanto o juiz faz a contagem, esta é automaticamente prorrogada para 20. O lutador que não regressar antes do final da contagem é declarado o perdedor. Se nenhum dos dois voltarem, o combate termina sem vencedor.

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quinta-feira, 30 de abril de 2009

Gravação do BWF Telecatch no dia 1ª de Maio!

No feriado de 1º de Maio a BWF realizará a gravação de três edições do programa TELECATCH.

Não perca! A entrada é franca e será um show de luta livre como jamais visto no Brasil!

Local: Parque Ecológico do Tietê
Endereço: Av. Dr. Assis Ribeiro, altura do nº 3000 - São Paulo (SP)
Horário: A partir das 14 hs.

Para saber como chegar ao local, clique em "Leia mais..."

COMO CHEGAR?

De carro, você pode chegar pela Rod. Ayrton Senna Km 17 (Sentido Rio/SP), ou pela Av. Dr. Assis Ribeiro (altura do nº 3000). Pelo transporte público a melhor forma de chegar é pelo ônibus "Jd. Keralux" (no Metrô Penha, ou pela estação "Eng. Goulart" na linha 12 (Lilás) da CPTM (Trem). A integração de metrô para trem na estação Brás (que faz integração com a linha 12) é gratuita.

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segunda-feira, 27 de abril de 2009

O Lendário Justiceiro Mascarado Fantomas, Sua História

Muitos são os personagens que podem representar a Luta Livre nacional, mas poucos marcaram tanto sua presença como o Justiceiro Mascarado Fantomas. Para ver o resto da postagem, clique em leia mais

Desde sua entrada triunfal nos ringues, trajando sua inconfundível roupa negra, uma capa sobre seu corpo, uma máscara ocultando sua identidade. Uma perna rija não impedia Fantomas de massacrar quem ousasse desafia-lo sob o ringue.
Um vulto negro, enorme, envolto sob um enigma, uma atmosfera de suspense e de justiça. Sim. De justiça, porque o Justiceiro Mascarado sempre fez jus ao seu nome, sendo sempre um lutador correto, que não usava de truques, artimanhas e golpes sujos. Sempre lutou de uma forma limpa e destemida.

Pois esse mito sempre despertou a curiosidade de muitos. E muitos até hoje dizem ser ou ter sido parte da história desse enigmático personagem.
Pois minha proposta aqui hoje, não é desmistificar um mito, ou desmentir quem quer que seja se já fez o personagem ou não. Mas sim minha intenção é a de contar um pouco da história de Fantomas, mas não pelo meu ponto de vista, mas sim com relatos de lutadores que viveram o nascimento do personagem.

Em meados de 1966, foi criado pelo empresário Teti Alfonso na TV Globo (RJ) o personagem Fantomas. A idéia era exatamente o que deu certo, ou seja, um lendário justiceiro com sua face encoberta por uma máscara negra com os traços do rosto em branco.
Existem controvérsias sobre quem teria sido o primeiro lutador a personificar o Justiceiro Mascarado, porém as histórias que mais se encaixam devido aos relatos dos lutadores da época contam que o argentino Ali Bunani, foi o primeiro Fantomas.
Existem registros até mesmo de que Ali foi escolhido pelo empresário para interpretar o personagem devido a sua conduta exemplar também fora dos ringues, por sua moral e relacionamento com os demais.
Outra linha informa que o primeiro a personificar Fantomas foi o também argentino El Toro.
Nesse meio de informações é relevante comentar rapidamente sobre outro personagem com grande semelhança ao Fantomas, o Verdugo. Verdugo era um personagem mais sombrio, que entrava ao ringue acompanhado do seu assistente (chamado na luta livre de segundo) Pé na Cova, que dizia trazer Verdugo diretamente do cemitério para o embate da noite.
Cabe salientar que nesta época a Luta Livre no Brasil era algo visto com tanto cuidado e seriedade que somente o empresário tinha os direitos sobre o personagem, ou seja, se Ali Bunani era o interprete do mesmo, ninguém mais no País inteiro poderia plagiar o personagem, cabível abertura de processo.
Poderia haver sim na época um revezamento entre Ali Bunani e El Toro quando a interpretação de Fantomas e Verdugo, essa informação não está descartada, mas o que todos os fatos convergem é para o fato de Ali ter sido o intérprete de Fantomas desde sua criação.

Das informações que se tem Ali Bunani interpretou Fantomas até meados de 1969. Para quem não sabe, Ali não era somente intérprete, pois também lutava com seu próprio nome. Ao que temos informações Ali Bunani faleceu em meados de 1987 em sua casa de morte natural, diferentemente do que muitos contam por aí que o intérprete de Fantomas morreu assassinado, atropelado, envenenado, ou qualquer outro absurdo.
De Bunani para frente muito foram os intérpretes do personagem. Podemos citar o próprio El Toro, Luizão, Guerino Cicon, Gran Bartollo (o Sancho Pança), dentre outros.

Fantomas foi e continua sendo um personagem que foi criado sem muitas pretensões, mas que como poucos acabou virando um mito, uma lenda.

Para escrever essa coluna, contei com a ajuda de lutadores da época da criação do Fantomas. Lutadores que lutaram no Ringuedoze (RS), TV Excelsior, Record, Globo.
Portanto, como disse no início as informações aqui contidas não se baseiam no meu conhecimento somente dos fatos, mas principalmente de quem viveu a época e conviveu com Ali Bunani, El Toro, Ted Boy Marino, Tigre Paraguaio, dentre outros grandes artistas da época.

Em suas observações sobre o destino nas gerações atuais quanto ao lendário Fantomas, Stiner, ex-lutador que iniciou sua carreira no Rio Grande do Sul através do Ringuedoze, depois seguindo para o Rio de Janeiro participou dos programas de televisão transmitidos pela Globo Rio, TV Excelsior, dentre outras, deixou um pedido e um recado aos que vierem a interpretar Fantomas:
“- A quem faz ou fará este personagem o que peço é que tenham o cuidado de fazer bem, pois os que tinham esta responsabilidade na época, foram extremos profissionais, dedicados a manter o anonimato em benefício do personagem, e o verdadeiro profissional, não fica falando que é o personagem.
Sejam cuidadosos e respeitem, senhores empresários este mito que jamais será esquecido.”

Outro colaborador para que fosse possível serem colocados fatos reais nessa coluna foi o lendário Scaramouche, ex-lutador, um exímio ás do ringue, um atleta que literalmente voava sobre o ringue, também participante do Ringuedoze e de programas citados aqui.
Scaramouche deixa claro que não tinha contato tão próximo aos personagens como de fato teve Stiner, somente o contato normal entre lutadores nos vestiários, e que sempre soube da relação Ali Bunani = Fantomas e El Toro = Verdugo, não sabendo de qualquer outra pessoa que possa ter interpretado os personagens antes deles.
Scaramouche descreve em poucos detalhes, mas preciosos as diferenças entre os personagens:

“- As únicas diferenças que vejo nos personagens são os nomes, e pequena diferença na máscara, pois os estilos de lutas e a marca registrada da perna dura (só do personagem) eram idênticos.”

E complementa dizendo:

“- Como me desliguei do Catch em 1970, não soube que trajetória seguiram o Fantomas e Verdugo. Na minha opinião qualquer Fantomas ou mesmo Verdugo que já apareceram e que aparecerão, considero pirataria, e um desrespeito tanto ao criador do Fantomas e Verdugo, como os próprios personagens.”

Em carta de próprio punho destinada a Carla Martinez, filha do grande lutador El Condor, argentino, que a alguns anos já nos deixou para lutar em outros ringues, o próprio Mister Argentina descreve claramente que Ali Bunani era o intérprete de Verdugo e El Toro de Fantomas, ambos eram argentinos também como já citei, e o Mister sempre teve um contato muito próximo com ambos.

Portando como posso resumir e encerrar essa coluna sobre a história do Justiceiro Mascarado?
Posso dizer que mesmo que se tente contar a história de Fantomas, o mito permanece, a incógnita sobre a sua identidade permanece.
Teria realmente sido Ali Bunani o primeiro a fazer o Fantomas subir ao ringue? Ou seria El Toro o primeiro Justiceiro Mascarado?
Na real, não importa quem foi. O que importa é que ambos eram lutadores exemplares, profissionais exemplares, com condutas exemplares, e por isso foram escolhidos para interpretarem personagens que ficariam imortalizados dentro da história da Luta Livre nacional. Infelizmente, de tempos em tempos, espertalhões tentam se passar por Fantomas. Dizem com a maior seriedade do mundo que foram ou que são Fantomas.
Vamos à lógica?
Se eu que tenho 1,80cm mandar fazer uma roupa igual a do Fantomas, ainda com a ajuda de uma sola mais alta devo chegar próximo dos 2m de altura. Coloco aquela máscara, uma capa preta de cetim por cima, nunca subi na minha vida num ringue, não sei como dar um drap, não sei o que é uma “cutelada”, mas tiro umas fotos com essa fantasia e depois sem a máscara. Isso faz de mim Fantomas?
Se isso faz de mim Fantomas, então posso reconhecer com o maior orgulho inúmeros Fantomas que existem por aí.
Gente que nunca participou de nada relacionado à Luta Livre.
Gente que não sabe nem ao menos dizer de qual perna ele mancava, pois era dura.
Gente que vai pra imprensa e ainda tem, desculpem a cara de pau de dizer “eu sou o verdadeiro Fantomas”.

Oras, nem Ali Bunani nem El Toro, nem nenhum outro lutador que eu tenha conhecido foi um dia pra frente de câmeras dizer “eu sou o Fantomas”.
O que registro aqui hoje é a memória desses homens que devido a eles até hoje muita gente ainda lembra das grandes batalhas travadas pelo personagem.
Não venho aqui desmistificar o Fantomas, mas contar a história do mito, e principalmente agradecer a esses homens que muitas vezes ocultaram suas próprias personalidades atrás de uma máscara, deixaram suas identidades como verdadeiros lutadores de Telecatch em um segundo plano para elevar um personagem. Um personagem que virou um mito, e por intermédio desses verdadeiros artistas.

Não julgo quem hoje interpreta Fantomas, mas em memória a esses homens que fizeram o personagem que ainda hoje vive, faço minhas as palavras de Stiner e Scaramouche. Mesclo as duas opiniões e gero a minha.

“Srs. se forem fazer, façam com respeito, estudem o personagem e façam bem feito.”

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domingo, 26 de abril de 2009

Telecatch - Programa nº2

Segunda edição do programa Telecatch, da BWF, que foi ao ar dia 25/04/2009. Inicio de rixas, apresentação de novos lutadores e empresários e cenas de lutas diversas.
Em breve versão para download.

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