Rubens Ewald Filho fala sobre Rourke/The Wrestler
O critico de cinema (o que apresentava o Oscar no SBT) "Rubens Ewald Filho" escreveu uma coluna no "Uol Cinema" onde fez criticas ao filme The Wrestler (O Lutador no Brasil)
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O caso Mickey Rourke
Não podemos esquecer que o cinema nasceu como uma diversão de feira, de parque de diversões. Que o Nickelodeon de Thomas Edison apareceu nas cidadezinhas ao preço de um níquel, disputando o espaço junto com a mulher barbuda, o anãozinho, a bailarina, o homem forte. Era um espetáculo eminentemente popular e não para ser levado a sério. Obviamente, era um freak show - quem puder, assista ao filme "Freaks", de Tod Browning, um dos mais impressionantes da história do cinema. Assim será mais fácil entender porque até hoje o cinema não se distanciou muito disso, quero dizer, do truque fácil do circo, do público que deseja ser enganado. Como dizia Barnum, o criador desse tipo de espetáculo, em bases mais industriais.
O cinema não começou como arte e, até hoje, com freqüência, retorna a essas raízes. Como neste "O Lutador", que aborda o mundo da luta livre, que é um universo paralelo do boxe, só que mais brega, mais circense, mais carnavalesco. O grande mérito do filme é que, embora esse dito esporte seja muito popular nos EUA, e já tenha tido seu momento no Brasil, ele é confessadamente "fake", ou seja, ninguém luta de verdade, tudo aquilo é encenado, coreografado como quase uma dança violenta. Isso não tira o mérito atlético deles, dos lutadores porque mesmo tomando cuidado, eles têm que ser fortes e treinados e preparados para suportar tudo aquilo.
Mas os poucos filmes que abordaram o assunto antes tratavam tudo como comédia, como piada. Daí o mérito do trabalho do diretor Darren Aronofski - reconhecidamente um homem inteligente, como demonstrou no difícil "Pi" e em "A Fonte da Juventude".
Embora em momento nenhum admita que tudo aquilo é mentiroso, nem tenha qualquer pretensão em denunciar qualquer coisa, sua opção foi mostrar aquele mundo pelo ponto de vista de um lutador decadente, quase patético, no fim de carreira - recurso muito usado em dezenas de filmes de boxe. Também mantém a dignidade deles, nunca os deixa cair na caricatura, sempre respeita as figuras como seres humanos. E, a bem da verdade, o filme não daria certo com outro ator a não ser Mickey Rourke. Imagine, por exemplo, Dwayne "The Rock" Johnson, no lugar dele.
A questão a discutir é se Mickey é o personagem ou o ator. Como Hollywood adora um retorno, fica difícil separar as coisas. Mas nós vimos a criação e a destruição do mito. A primeira vez que se falou em Mickey foi como coadjuvante em "Corpos Ardentes", que revelou tambem Katheleen Turner, William Hurt e Ted Danson. Um dos filmes mais eróticos já feitos pelo cinema americano.
Para ler a continuação da entrevista onde ele começa as criticas ao ator Mickey Rourke acesse o link: http://uolcinema.blog.uol.com.br/arch2009-01-18_2009-01-24.html#2009_01-18_16_34_35-132414705-0



7 comentários:
Raposa, eu sou o Rey da comunidade onde tu posta tuas Charges, queria saber se nós podemos fazer um tipo de parceria. Eu tenho um blog e tudo mais.
Boa Critica so num gostei q pra variar eles falam "dança" e Wrestling num eh fake eh armado, Fake e armado são duas coisas diferentes. O filme foi muito bom ja assisti e recomendo. Joinha pro filme XD
Ewaldinho, para variar, cagando regra... :P
Eu achei a critica dele tosca...
o cara acha que pro ator ser bom tem que ser bonito..
E não falo baseado nessa, mas em outras...
O Havock disse tudo o wrestling não é forjado é planejado. Eu tambem assisti e recomendo.
Ainda não vi o filme, mas o cara falou certo o filme ta bom só por que o Rourke foi ele mesmo no filme.
o rourke é do mesmo nipe que HHH na wwe.
hauhauahuah
Aconselho a akelas pessoas q são vamos dizer "sensíveis" a não assistir ^^
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